... continuação
Ministérios Específicos.
Falando sobre os jovens, o apóstolo Maurício de Castro, do MIR de Manaus, fundador da Aliança Jovem Internacional – AJI e titular da marca Jovem Profeta, que possui 15 mil jovens debaixo de sua cobertura, afirma que estamos provando o que o mundo está chamando de avivamento juvenil, que a juventude está querendo Deus, pois está apreendendo a unção que vem da sabedoria. Segundo sua opinião, o crescimento dos jovens evangélicos é projeto de Deus, pois o Brasil é um celeiro missionário. Ele diz que Deus olhou para o Brasil e decidiu multiplicar a liderança e o desatar dos líderes.
Na área de música e adoração, o pastor Adhemar de Campos, da Comunidade da Graça, em São Paulo/SP, 55 anos, 34 só de ministério, 24 trabalhos produzidos e 3 livros escritos, afirma que o crescimento voltado para a adoração é a marca da igreja brasileira, sendo natural que tenha havido um despertamento na área da música, do louvor e da adoração, porque isso reflete o cuidado de Deus, o seu interesse que o seu povo seja despertado para uma comunhão maior, um aprofundamento maior, num relacionamento com o Deus que adoramos.
Ele lembra que os Vencedores por Cristo foram os pioneiros nesta forma de louvor participativo e essa dinâmica se propagou até hoje. Continua, esclarecendo que, a seguir, as comunidades trouxeram a igreja para um louvor espontâneo, profundo, mais inspirador e, por fim, esses outros ministérios que estamos vendo hoje, que dão continuidade ao que Deus está fazendo.
Motivos do Crescimento.
Para o site GospelMais, a proliferação das igrejas evangélicas, chama a atenção como fenômeno sociológico e as principais razões para tanto crescimento seriam o evangelismo ostensivo, responsável por novas conversões, a transferência de ex-fiéis de outras confissões, como o catolicismo e o espiritismo e a ruptura com antigos dogmas, como restrições quanto a usos e costumes e normas rígidas de vestuário. “Os evangélicos aboliram a vida ascética que antes preconizavam”, analisa o sociólogo Ricardo Mariano, que escreveu o livro Neopentecostais – Sociologia do Novo Pentecostalismo no Brasil (Edições Loyola).
Para esse sociólogo, os evangélicos se adaptaram à sociedade e, por isso, conseguem fazer seu discurso penetrar com facilidade, atraindo novos adeptos, até mesmo de setores das classes média e alta, tradicionalmente avessos à mensagem do Evangelho.
No entanto, o pastor Natalino do Prado, de Santos/SP, questiona: “eu fico um pouco assustado com esse crescimento, porque tenho receio de que haja muita emoção, tenho dúvidas se a igreja cresce ou se está inchando”, questiona ele. Para ele o povo está cansado de muitas promessas, tantas religiões, mas só Jesus tem a solução.
Frisa o apóstolo Renê Terranova, que o crescimento da igreja evangélica no Brasil dá-se pela disposição debaixo de uma nuvem de avivamento, que está acontecendo em todas as igrejas, independente da corrente teológica a que esteja seguindo e pelo próprio povo, que tem pedido esse avivamento no coração e Deus tem respondido com graça e unção. Essa efervescência e essa benção do avivamento tem se consolidado na nação brasileira, diz o líder máximo da visão em células.
O pastor Silmar Coelho entende que a igreja do século passado tinha a cara dos missionários que vieram para cá, mas agora a igreja brasileira tem a nossa cara, dos pastores brasileiros, com a música e a dinâmica brasileiras, com cultos dinâmicos, alegres, que tem atraído as pessoas. Com ar professoral, ele ensina que a igreja deve ser grande o bastante para ter celebração e pequena o bastante para ter comunhão.
A Igreja do Futuro.
Sem demonstrarem qualquer sentimento de profetismo, alguns líderes se arriscaram a falar do futuro.
O apóstolo Terranova diz que ressurge um mover humano que já foi implementado em Manaus dentro do mover celular, que está sendo testado nos bairros dessa capital, a ser aplicado posteriormente em todo o Amazonas e demais estados do Brasil, a partir de junho próximo, sem esclarecer do que se trata, guardando a surpresa com expectativa.
O pastor Silmar aduz que a igreja do futuro não pode ser estática, não pode prescindir de estacionamento, ar condicionado, luzes e instrumentos musicais modernos.
Temos de tomar cuidado para não nos desviarmos do objetivo principal, que é a adoração ao Senhor e não adoração àquilo que achamos que é adoração. Adoração baseada na essência, que é Cristo, e não adoração à adoração, adverte o pastor Adhemar de Campos.
O pastor Silmar define, simbolicamente: o cabelo de Sansão está crescendo novamente, referindo-se a tão avultado aumento dos evangélicos brasileiros.
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Carlos Gasparotto, advogado, MBA pela FGV e jornalista,
email: carlosgasparotto@ig.com.br
Escrito por Carlos Gasparotto às 01h44
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Crescimento dos Evangélicos Entusiasma e Assusta até os Crentes - V.
...continuação
Nos anos 90, o Instituto Superior de Estudos da Religião (Iser) debruçou-se sobre os números e chegou a uma conclusão de espantar: só no Grande Rio, cinco novas igrejas surgiam por semana! E as coisas só aumentaram de lá para cá. Levantamentos realizados por entidades missionárias apontam para a existência de cerca de 150 mil templos e casas de culto evangélicas no país. “Hoje, há uma média de 1,5 mil pessoas por igreja no Brasil, que concentram-se nos centros urbanos”, diz o pesquisador Lourenço Kraft, do Sepal,. Em regiões como a Amazônia ou o interior do Nordeste, a presença evangélica permanece extremamente rarefeita.
Segundo a Agência de notícias Reuters, citada pelo site da Igreja Presbiteriana de Cruzeiro/SP, embora o Brasil ainda seja o país com o maior número absoluto de católicos no mundo, cerca de 125 milhões, sua proporção caiu rapidamente nas últimas três décadas. Essa queda, no entanto, segundo pesquisa divulgada nesta semana, parece estar se mantendo estável.
Quando o papa João Paulo II veio ao Brasil, em 1980, 89% dos brasileiros se consideravam católicos. Em 2000, a proporção de católicos na população tinha caído para 73,89% e, segundo o estudo recente da Fundação Getúlio Vargas, a porcentagem se estabilizou em 2003, com a taxa em 73,79%.
O número de evangélicos quase triplicou no mesmo período, chegando a 31 milhões em 2003, o que representava cerca de 18% da população. Em 2008 há probablidade de estarmos com 49.400.000 membros nas igrejas deste país, o que corresponde a 26% de uma população de 190 milhões.
Muito Mais que Números, dizem os Pastores.
Se o crescimento tem impressionado ao menos arguto observador, não é diferente com a própria liderança evangélica.
Pelo entendimento do Apóstolo Renê Terranova, 46, do Ministério Internacional da Restauração – MIR, de Manaus/AM, 80 mil membros na igreja local, que dá cobertura a cerca de 5 mil igrejas, afirma possuir 350.000 lideres e 4.500.000 discípulos em todo o país e no exterior, diz que os crentes se expandiram de uma forma muito ampla e o crescimento está sendo consolidado em todas as formas de evangelização que estão sendo aplicadas, uma vez que elas têm tido muito êxito, umas com maior êxito que outras, mas todas bem sucedidas e a tendência é de que até 2010 tenhamos 70 milhões de evangélicos no Brasil, uma previsão extremamente otimista que supera a do SEPAL.
Nesse caminho, a fórmula apresentada pelo pastor Silmar Coelho, da Igreja Metodista Wesleyana do Rio, para quem esse crescimento está baseado em D (diagnóstico) + R (remédio) + TD (trabalho duro) + PE (poder no Espírito Santo) = C (crescimento).
Já o pastor Natalino Gabriel do Prado Filho, do Ministério Cristo é a Resposta, em Santos/SP, com cerca de 2.000 membros, acentua que existe uma promessa da Palavra de Deus de que Ele derramaria do seu Espírito em toda carne. Ele visualiza que o crescimento é sobrenatural, uma ação de Deus, não só porque os pentecostais estão crescendo, mas todos os grupos de idêntica maneira.
“Não só os p e n t e c o s t a i s estão crescendo, mas todos os grupos.”
Pastor Natalino do Prado, de Santos/SP. |
“Não só os p e n t e c o s t a i s estão crescendo, mas todos os grupos.”
Pastor Natalino do Prado, de Santos/SP. |
“Não só os p e n t e c o s t a i s estão crescendo, mas todos os grupos.”
Pastor Natalino do Prado, de Santos/SP. | Interessante que essa mesma opinião é partilhada pelo Apóstolo Fábio Abbud, da Igreja El Shaddai Comunidade Cristã, do Ipiranga, São Paulo/SP, da visão em células, com 1.000 discípulos e que dá cobertura a 206 pastores em todo o Brasil, aduzindo que o amor da igreja é um dos motivos que tem atraído as multidões.
O pastor Jabes de Alencar, presidente do CIMEB – Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil e pastor titular da Assembéia de Deus do Bom Retiro, em São Paulo, ministério que está completando 20 anos e que possui 20 mil membros, afirmou que esse crescimento representa um mover de Deus, um projeto nos planos de Deus. Segundo ele, o diabo diminui, mas Deus faz crescer, não só quantitativamente, mas também qualitativamente. Ele observa que uma das razões é esse projeto de unidade, a quebra das barreiras denominacionais, levantando a bandeira de Jesus e não mais de denominações. Ele conclui que, por muitos anos, tentaram intimidar a igreja, mas a igreja não se intimidou e não conseguiram parar a obra.
Não tão entusiasmado, o pastor Ubirajara Crespo, editor da Editora Naós, que publica livros de guerra espiritual, é uma voz dissonante no meio de tanta euforia. Sua opinião é de que existe na igreja atual muita extensão, mas pouca profundidade, se referindo às pregações e à vida de raso testemunho apresentado por alguns crentes. No entanto, ele ressalva que o movimento das igrejas em células é um trabalho de profundidade maravilhoso, mas que a igreja em programas mostra mais largura que profundidade, com suas grandes celebrações e com o uso da mídia eletrônica. Ele diz que há 300 mandamentos de mutualidade na Bíblia, demonstrando a necessidade de desenvolver os relacionamentos para que haja maturidade no meio do povo de Deus.
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continua...
Escrito por Carlos Gasparotto às 01h19
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Crescimento dos Evangélicos Entusiasma e Assusta até os Crentes - IV.
... continuação
A taxa obtida nos censos de 1991 e 2000, em cada estado do país demonstra que o crescimento é muito heterogêneo.
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População Evangélica no Brasil |
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Ano |
Quantidade |
|
1630 |
1.000 |
|
1830 |
2.500 |
|
1940 |
1.000.000 |
|
1970 |
4.800.000 |
|
1980 |
7.900.000 |
|
1991 |
13.700.000 |
|
2001 |
26.100.000 |
|
2003 |
31.000.000 |
|
2007 |
33.700.000 |
|
2008 |
(previsão) 49.400.000 |
|
2010 |
(previsão) 55.000.000 |
O Estado de Roraima tem a taxa de crescimento maior do que qualquer outro estado, 13,41%aa. O Rio Grande do Sul se destaca como o estado com a menor taxa de crescimento do país, com 3,15%aa. Em toda a região Sul o crescimento dos evangélicos foi somente de 4,32%aa, comparado com um crescimento geral do país de 7,43%aa.
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Escrito por Carlos Gasparotto às 01h09
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Crescimento dos Evangélicos Entusiasma e Assusta até os Crentes - III.
Como se pode perceber, existem variações regionais, mas o país, como um todo, tem mostrado pouca mudança no seu ritmo de crescimento durante esse longo período. Também pode ser notado que o ritmo de crescimento da Igreja aumentou em todas as regiões.
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Porcentagem dos Evangélicos em relação à população do Brasil |
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Ano |
Porcentagem de Evangélicos |
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1890 |
1% |
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1960 |
4% |
|
1970 |
5% |
|
1980 |
6% |
|
2000 |
16% |
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2003 |
18% |
|
*2008 |
26% |
Veja o gráfico ao lado.
Nele se constata a estimativa do IBGE e de fontes diversas, para a porcentagem
de evangélicos em pouco mais de um século no país.
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continua....
Escrito por Carlos Gasparotto às 00h41
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Crescimento dos Evangélicos Entusiasma e Assusta até os Crentes - II.
... continuação
4 Mil Novos Membros por Dia.
Atualmente, a taxa anual de crescimento evangélico no Brasil é de 7,42%aa, contra taxa anual de crescimento da população brasileira de 1,63%, com acréscimo de cerca de 4 mil novos membros por dia.
A região com maior presença evangélica no Brasil é o Centro Oeste com 19,1% e a região com menor presença o Nordeste com 10,3%. Embora o nordeste seja a região com menos evangélicos, é a que possui a maior taxa de crescimento nacional, com 8,67%, média de 4 vezes a média populacional.
O Departamento de Pesquisas do Sepal - Serviço para a Evangelização da América Latina, missão internacional ligada à O.C.I Ministries, no Brasil há mais de 30 anos, procedeu a um levantamento com base em informações nos dados do IBGE dos censos de 1980, 1991 e 2000.
Como resultado desses dados, em 1970, constatou-se uma população evangélica de 4,8 milhões; em 1980 de 7,9 milhões; em 1991 de 13,7 milhões e em 2000 de 26,1 milhões. Conforme noticiou a agência Reuters de notícias, esses números seriam de 31 milhões em 2003, o que representava cerca de 18% da população. Segundo projeções do SEPAL, se o crescimento constatado entre 1991 e 2000 continuar, a população evangélica brasileira poderá chegar a 55 milhões no ano de 2010. E se o crescimento caminhar nesse ritmo, a igreja evangélica do Brasil alcançará 50% da população no ano 2022.
Nesse panorama, observa-se que a Igreja evangélica cresceu mais do que o dobro do ritmo da população, durante 20 anos. De 1970 até 1980 a Igreja cresceu 5,06% ao ano, enquanto a população cresceu 2,48%. De 1980 a 1991, esse crescimento continuou numa taxa semelhante, apesar do crescimento da população diminuir um pouco (5,18% ao ano - Igreja e 1,93% ao ano - população). De 1991 a 2000, a diferença entre o crescimento da população e o crescimento dos evangélicos aumentou; o crescimento dos evangélicos chegou a superar em quatro vezes o crescimento da população do país (7,43% ao ano - Igreja e 1,63% ao ano – população).
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continua...
Escrito por Carlos Gasparotto às 00h32
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Crescimento dos Evangélicos Entusiasma e Assusta até os Crentes - I.
Foi preciso esperar a Independência do Brasil, em setembro de 1822, para que o país deixasse de ser 100% católico, escreveu Elben Lenz César, em seu livro História da Evangelização do Brasil (editora Ultimato, 2000), lembrando que a Constituição de 1824 proibia os protestantes de construir igrejas com torre, sino e cruz, quando afirmava, em seu artigo 5.º: “A Religião Catholica Apostolica Romana continuará a ser a Religião do Imperio. Todas as outras Religiões serão permitidas com seu culto domestico, ou particular em casas para isso destinadas, sem fórma alguma exterior do Templo” (com a grafia da época).

Apóstolo Renê Terranova circundado pelo pastor Jabes de Alencar (esq.) e Pastor Silas Malafaia (dir.), em Santos, em abril/2008.
Desde aquela década, quando os alemães imigraram para o sul para embranquecer a imensa população negra, cuja concentração inicial deu-se em São Leopoldo, os 2.500 evangélicos existentes no país cresceram para cerca de 26 milhões no final de 2000, segundo pesquisas divulgadas pelo IBGE em maio do ano passado.
O estudo mostra que o número de evangélicos no país saltou de pouco mais de 1 milhão em 1940, para mais de 26 milhões, diante de um crescimento populacional de 313% nesses 60 anos.
Para se ter idéia, Mato Grosso do Sul tinha 5 mil evangélicos em 1940. Em 2000, esse número chegou próximo a 380 mil.
Outra pesquisa divulgada pela Fundação Getúlio Vargas na mesma época, demonstrou que o número de evangélicos brasileiros seria de 33,7 milhões em 2007 e que destes, cerca de 9 milhões são da Assembléia de Deus, ou seja, 26,7% da população evangélica é daquela igreja, equivalendo a dizer que, de cada 4 crentes no país, um deles é assembleiano.
A história registra outras surpresas, como o primeiro culto protestante ocorrido no longínquo 10 de março de 1557, apenas pouco mais de meio século após a descoberta e 38 anos após a reforma de Lutero, no forte Coligny, na ilha de Serijipe, hoje Villegaignon, onde foi servida a primeira ceia do modo evangélico e organizada a primeira igreja evangélica do Brasil e da América do Sul por franceses calvinistas que fugiam da perseguição religiosa sempre presente na Europa.
Não fosse a interpretação equivocada dos portugueses de que havia uma França Antarctica encravada na futura capital do país (Rio de Janeiro), sob o ponto de vista religioso, seria uma experiência inédita, já que católicos e protestantes participariam juntos de uma aventura caracterizada pela liberdade de culto, acentua o teólogo, escritor, jornalista e diretor da revista Ultimato, o pastor presbiteriano em Viçosa/MG, Elben M. Lenz César, 78 anos.
No Nordeste, em 1630, a reboque da invasão holandesa em Pernambuco, é organizada a Igreja Holandesa Reformada, com o batismo do primeiro brasileirinho, em 20 de setembro de 1634, cujo nome era Domingos Fernandes Filho, filho de Domingos Fernandes Calabar, membro da Igreja Cristã Reformada, estrangulado e esquartejado pelas forças portuguesas de Matias de Albuquerque em julho de 1635, 10 meses após o batismo do filho.
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continua...
Escrito por Carlos Gasparotto às 10h14
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