A Crise Ainda Vai Piorar
...mas não será desta vez que veremos o fim do capitalismo. Milhões de chineses, indianos, brasileiros e outros continuarão a ser participantes mais ativos no mercado do que jamais foram anteriormente e a impulsionar a economia global.
Por Moisés Naím*
O derretimento financeiro global é tão surpreendente quanto foram os ataques de 11 de setembro de 2001 às torres gêmeas. Afora isso, as duas calamidades são bem diferentes. O crash financeiro terá, indubitavelmente, conseqüências mais amplas, prejudicando mais pessoas em mais países. No entanto, o 11 de Setembro e o que veio em sua esteira podem oferecer um estudo de caso de algumas armadilhas a evitar quando uma calamidade dessas proporções acontece.
A lição mais importante do atentado terrorista em Nova York talvez seja que a reação dos Estados Unidos aos ataques teve conseqüências mais profundas do que os próprios ataques. Choques como o 11 de Setembro costumam provocar - na verdade, exigem - reações governamentais intensas, mas as conseqüências dessas reações persistem até muito depois do evento inicial. Essa lição se aplicará ao crash em curso: leis, instituições, restrições e incentivos motivados pelo salvamento do sistema financeiro moldarão nossas vidas por muito tempo depois que os efeitos da crise das hipotecas subprime se dissiparem. O perigo é que respostas governamentais desproporcionais ou mal concebidas possam exacerbar os problemas.
Considerem-se os desdobramentos inesperados da invasão do Iraque: o fortalecimento do Irã, o ressurgimento do Talibã e a menor capacidade de liderança dos Estados Unidos em tempos de crise global. No Iraque, onde os problemas mais espinhosos afloraram após uma ocupação militar bem-sucedida, também agora a administração pós-salvamento será crítica. O pesadelo do Iraque foi ampliado pelos erros cometidos em estratégia, provimento de pessoal, execução e controle dos esforços após a invasão. Da mesma maneira, o resgate financeiro poderá ser solapado por erros no desembolso dos fundos ou mesmo no provimento de pessoal das agências encarregadas de levar o salvamento adiante. Um dos legados dos ataques terroristas de 2001 foi o Departamento de Segurança Nacional, um mastodonte burocrático que virou um caso exemplar de reorganização falha após diretrizes vagas do Congresso adotadas às pressas. Um monstro burocrático parecido, originado por impulsos desesperados idênticos, pode surgir em conseqüência dessa crise financeira.
Outra lição do 11 de Setembro é que os Estados Unidos precisarão de toda a ajuda que puderem obter de outros países para gerir a crise financeira. Embora tanto o ataque terrorista quanto o crash das hipotecas subprime tenham ocorrido em solo americano, suas ramificações internacionais são enormes. Apesar de os contribuintes americanos terem de ficar com o ônus tanto do salvamento quanto de suas conseqüências, a assistência de autoridades reguladoras do Reino Unido à China será indispensável. De fato, uma lição do atentado ao World Trade Center é que a coordenação em níveis técnicos pode ser mais importante que declarações retóricas de chefes de Estado. Em 2001, enquanto o Congresso americano substituía as "batatas francesas" (como são chamadas as batatas fritas nos Estados Unidos) por "batatas da liberdade" e malhava a França por sua oposição à guerra no Iraque, as agências de inteligência dos dois países colaboravam de maneira estreita e eficaz. O mesmo aconteceu com outros serviços de inteligência em países cujos líderes faziam discursos ferozes denunciando o unilateralismo americano.
A colaboração técnica de burocratas governamentais - mantida por períodos longos e fora dos holofotes da mídia - será tão importante para sairmos bem desta crise financeira quanto a das cúpulas presidenciais. A maneira como os dirigentes de bancos centrais em Pequim e Moscou coordenarão as ações com seus congêneres em Washington e Frankfurt será um fator determinante.
Outro paralelo entre o 11 de Setembro e a crise financeira é que recursos públicos que não estavam disponíveis para outras necessidades importantes (sistema de saúde, educação, pobreza) de repente se materializam. A gravidade da ameaça e a necessidade de agir rápida e energicamente provocam um clima no qual se torna aceitável - e até desejável - tomar decisões em que dinheiro não é problema.
Essa desconsideração por restrições orçamentárias é uma manifestação de outro ensinamento do atentado: o entusiasmo por "um novo paradigma" e o desdém por idéias e instituições antigas. A convicção de que uma nova realidade tornou obsoletos princípios e idéias antes cultivados é perigosa. Ela conduz à suposição de que tudo é possível, de que as velhas idéias já eram e de que conceitos absolutamente novos e não testados são indispensáveis.
Idéias ousadas, temerárias até, são buscadas e celebradas. Essa abordagem nos trouxe não só a guerra no Iraque como o centro de detenção na baía de Guantánamo, a erosão das liberdades civis, o desprezo pelas convenções de Genebra e a depreciação de mecanismos normalmente usados para controlar gastos públicos, vistos como incômodos burocráticos inaceitáveis. Agora, o salvamento financeiro nos dará a maior empresa financeira estatal do planeta, mudanças drásticas nos regulamentos do mercado e um sistema bancário que terá pouca semelhança com o que existia há poucos meses.
A busca de um novo paradigma para substituir crenças e instituições pré-crash está levando muitos a concluir que o capitalismo em estilo americano está morto. "A idéia de um mercado todo-poderoso sem nenhuma regra e sem intervenção política é insana", disse o presidente francês, Nicolas Sarkozy, acrescentando que "a auto-regulação terminou. O laissez-faire terminou". Henry Paulson, secretário do Tesouro americano, concordou: "O capitalismo bruto terminou". Com toda a certeza, o crash revelou a necessidade de fiscalização e de regulamentações financeiras mais eficazes. Mas a adoção dessas medidas não marcaria o fim do capitalismo. Milhões de chineses, indianos, brasileiros e outros continuarão a ser participantes mais ativos na economia global do que jamais foram anteriormente. E companhias de Seattle a Taipé e a Lyon continuarão inovando e investindo, comprando e vendendo.
Inevitavelmente, a crise financeira será vista como mais um sinal de que os Estados Unidos estão em declínio: "Os americanos perderão seu status de superpotência do sistema financeiro mundial. O mundo jamais será o mesmo", disse o ministro alemão da Fazenda a seu Parlamento no fim de setembro. Quase as palavras exatas pronunciadas após o 11 de Setembro. Mas, apesar de o mundo certamente ter mudado, ele o fez de muito menos maneiras que os comentaristas previam. Sim, esta crise financeira vai transformar profundamente a economia global e terá conseqüências mais profundas e mais duradouras que os atentados às torres. Mas ela nem marca o fim do capitalismo nem o início do fim dos Estados Unidos.
*Moisés Naím é editor-chefe da revista Foreign Policy
Extraído do Portal Exame
Escrito por Carlos Gasparotto às 19h52
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Entramos Numa Nova Era
João A. de Souza Filho
17 de Janeiro de 2009
Pois hoje, enquanto fazia minha caminhada diária e refletia - dei-me conta de que havia saído de uma era e entrado noutra. Primeiramente me dei conta de que saí da era do papel e entrei na era digital - não há mais jornais em meu gabinete - eles desapareceram de nossa casa. E só me dei conta disso quando minha esposa pediu jornais velhos para embrulhar uns copos quebrados e colocá-los na lixeira. É costume nosso embrulhar bem os cacos de vidros para que os coletores de lixo não se machuquem. Mas não havia jornais. É que optei tempos atrás em manter recortes de arquivos digitais. Leio vários jornais e revistas pela Internet. Quer dizer, saí da era do papel e entrei na era da notícia digital sem perceber. Papeis, aqui em casa só os da impressora, guardanapos de boca, o papel higiênico e o papel de cozinha. Nada mais.
A era digital chegou, entrou silenciosamente e foi tomando espaço em nossas vidas. E aí pensei: assim são as eras. Elas não se instalam abruptamente, interpõem-se umas às outras. Como um círculo saindo de outro, como o eclipse lunar, aquele espaço que ainda une os dois é a interposição de uma nova era. Foi assim com a era da lei. A era da graça surgiu ainda dentro da era da lei - se bem que alguns teólogos e não dispensacionalistas discordem da existência de duas eras, a da lei e a da graça - mas, deixa prá lá! Houve uma transição da era do AT para a era do NT - lei e graça - que ocorreu de maneira imperceptível. A graça já operava no Antigo Testamento e a lei ainda operava na era da graça. Acredito que deve ter havido um período de mais de cem anos para que uma era surgisse e a outra desaparecesse, as pessoas vivendo as duas eras. Você deve ter lido na história da igreja da discussão dos discípulos de João, o apóstolo, dos de Paulo se deveriam celebrar a páscoa conforme o calendário judaico ou seguir o calendário romano. Os discípulos de Paulo divergiram dos de João, o apóstolo. A gente lê sobre isso na história da igreja. Anos depois do desaparecimento dos primeiros apóstolos, as eras ainda se encaixavam, uma fazendo sombra à outra.
E fazendo minha caminhada diária - depois dos sessenta tudo que é ruim aparece no corpo humano - percebi que entramos numa nova era. Como queira o leitor, com letra maiúscula ou minúscula, a nova era chegou. Aquilo que os prognosticadores da Nova Era afirmavam de que a Era de Peixes (a de Cristo e do cristianismo) daria lugar à Era de Aquários vem acontecendo de maneira suave e imperceptível. Na realidade não era o início de um novo milênio que haveria de estabelecer o início de uma nova era. Eras não terminam nem chegam abruptamente. Ao se fazer uma leitura dos tempos pode-se concluir que a partir de 1850 a nova era começou a lançar sua tênue sombra sobre a história avançando e conquistando espaço, e o cristão só se dará conta quando a Era de Peixes ficar para trás dando espaço à Era de Aquários. Os cristãos, neste período tiveram que aprender a defender sua fé do humanismo, do positivismo (um ateísmo comunista com um bonito nome) e entraram no século XX inundando as novas nações com o Evangelho de Cristo. Os adeptos da Nova Era indicam fevereiro de 1962 como a transição de uma era a outra. Mas, eles não tem autoridade para tal afirmativa.
Como perceber esta transição? Primeiramente com o surgimento das Nações Unidas no fim da Segunda Grande Guerra. Queiramos ou não admitir, as Nações Unidas impõe paulatinamente sua agenda sobre o comportamento das nações, exigindo, por exemplo, que os governos mudem seu posicionamento quanto a liberdade sexual entre pessoas do mesmo sexo, aborto, divórcio e a adoção de crianças por casais homossexuais. Sob a égide das Nações Unidas Israel se estabeleceu como nação, mas outros povos nem tão minoritários como os curdos vem sendo exterminados sem poderem se organizar como nação. As regras de importação e exportação, educação e política saem da agenda e dos debates do grande prédio embandeirado de Nova Iorque.
Em segundo lugar percebe-se que a Nova Era chegou - agora com letra maiúscula -e as evidências estão dentro da igreja evangélica, especialmente a igreja pentecostal. Isto mesmo, os evangélicos e pentecostais outrora guardiães da fé e da doutrina apostólica são os maiores sinalizadores de que outra era chegou, porque cederam lentamente ao "espírito" que opera por trás desta Era que surgiu. "Espírito" sobre o qual João e Paulo se referiram no passado. A aceitação dos padrões de comportamento sociais tão duramente combatidos no passado é visível na igreja. Termos bíblicos como prostituição, lascívia, mentira, engodo, etc. desapareceram do glossário pentecostal.
Pastores, líderes, bispos e apóstolos passaram a ter "sonhos" políticos de governar a nação; a mensagem de renúncia ao prazeres do mundo deu lugar à mensagem de prosperidade. Os cristãos sonham em ficar ricos. Os pastores esbanjam riquezas e bens materiais. Alguns costumam ir para suas casas de descanso em helicópteros, carros blindados e assistem o mundo em sua grande tela plana, enquanto os milhares de membros nem televisão sequer são permitidos ter, ou são incentivados a não possuir riquezas, como é o caso dos membros de uma das grandes igrejas pentecostais, a Igreja Deus é Amor.
Líderes pentecostais participam de encontros pela unidade, paz e compreensão mundial com políticos ateus, com positivistas, com líderes religiosos budistas, hinduístas, com os líderes da igreja do Rev. Moon, com líderes afros, e firmam acordos de paz e compreensão, e, percebendo ou não, sutilmente abandonam a mensagem do Cristo crucificado e aceitam a mensagem do Jesus universal. Sim, porque o Jesus universal, aquele Jesus carinhoso, bom, que pregou a paz e viveu entre os homens pode ser aceito por todos os segmentos religiosos. Esquecem que a nova religião universal congrega em seu seio todas as religiões do mundo, e esses líderes pentecostais recebem o Papa da igreja de Roma, reverenciam-lhe, reúnem-se com o líder tibetano exilado, etc., negando o Cristo que esses líderes desprezam.
Mas, não apenas isso. A mensagem pentecostal perdeu sua essência, sua agressividade evangelística, seu didaskalós ou doutrina, e seus pastores acolhem em seu seio gente e políticos de todos os tipos e matizes para o diálogo; pessoas que participam de suas reuniões de ceia - antes uma reunião restrita aos membros da congregação - e comungam da mesma "fé". Os pastores televisivos precisam ser politicamente corretos se quiserem continuar a ter espaço na mídia, e as leis de todos os países tem como objetivo hoje suavizar as demandas do discipulado a Cristo.
Quase ao fim da caminhada lembrei-me da posse do Barak Obama como presidente dos Estados Unidos. Enquanto escrevo este artigo ele ainda não tomou posse. Vi a agenda dos pregadores. Tempos atrás o maior pregador do século XX, Billy Graham pregava e orava na posse de presidentes, e era dele a frase, "a Bíblia diz" repetida por pregadores em todo mundo. Hoje, na posse de presidentes e governadores ninguém pode dizer, "a Bíblia diz" com a autoridade de Billy Graham, porque os pregadores mais lúcidos e famosos são os que trabalham pela paz e compreensão das raças e das religiões, e não os que declaram a supremacia da palavra de Deus, o Cristo de Deus e a Bíblia sobre as demais coisas.
Um nova era chegou para ficar e traz pintada de a Era de Aquários, em que a universalidade, direitos e a inclusão são os temas principais que devem ser pregados, ocupando o espaço que era dado ao Cristo, na Era do Cristo crucificado. Sim, porque a Era da cruz, da renúncia, do amor a Deus, da dedicação, da confrontação ao pecado, da vida santa vivida na contramão do sistema, lenta e sutilmente vem desaparecendo até que Aquário domine o cenário mundial. É uma era em que o mundo se reveste de fé, mas não a fé que Jesus espera encontrar em seu regresso.
"Inevitavelmente, virá uma transformação total em toda essa ordem de coisas. A Ciência, a Filosofia, a Arte e a Religião deverão unir-se totalmente à luz da Gnose", aborda um dos sites de Nova Era.
Esta é a era da inclusão religiosa. Inclusão de tudo. Rick Warren fará a oração de posse de Obama, porque ele não representa nem os radicais discípulos de Cristo nem os tantos liberais. Ele está inserido entre os "mornos", os que não tomam posição alguma perante a sociedade. Exatamente os que Jesus condenou na igreja de Laodicéia. A mornidão. Nem frio nem quente. O espírito da Era de Aquários é o de não-comprometimento com esta ou aquela doutrina; o espírito da paz universal; de se viver bem com todos. De não se fazer oposição. Obama escolheu a pastora liberal Sharon E. Watkins para pregar no Culto de Oração Nacional que ocorrerá na Catedral Nacional ao dia seguinte de sua posse à presidência. Junto a ela estará a figura de Ingrid Mattson, a primeira mulher a presidir a Sociedade Islâmica da América do Norte que fará uma oração. Islamismo e protestantismo sem diferenças, abençoando o novo presidente. Alá e Jeová de mãos dadas. Ódio e Amor juntos pela paz mundial.
Billy Graham o homem que dizia "a Bíblia diz" foi substituído, não por outro de sua "espécie", mas por pregadores que não trazem problemas ao novo presidente. O bispo Gene Robinson, que assumiu publicamente sua relação homossexual com outro homem, e pivô da divisão da denominação anglicana, conselheiro de Obama fará a oração de invocação. O evento ocorre por esses dias antes da oração cerimonial de Warren.
A Bíblia sobre a qual Obama faz o juramento, a base de fé da antiga sociedade americana agora é vista apenas como uma tradição da história, e amuleto espiritual.
Citei apenas o que ocorrerá durante a posse de Obama como exemplo de como uma nova era entrou, deixando para trás lentamente a era de Cristo. Sim, porque o Jesus homem, o pregador da paz, o inspirador de livros de autoajuda, o Jesus que vende, o Jesus do Mercado é aceito por todas as religiões, enquanto o Jesus, chamado Cristo, o Salvador da humanidade está sendo deixado de lado, especialmente por grande ala da igreja pentecostal. É de lastimar que a igreja pentecostal esteja ornando a estrada por onde o futuro homem da iniqüidade caminhará e estabelecerá seu governo mundial. Os líderes pentecostais no mundo e no Brasil andam de mãos dadas com os líderes religiosos do mundo. É a paz, a inclusão a nova ordem mundial.
Ver pastores pentecostais sendo fotografados ao lado de pessoas que nada tem de cristãos é evidência de como as duas eras, a de Cristo, o Ungido e a de Aquários ou da Nova Era intrinsecamente se entrelaçam pavimentando a história.
Concluindo, posso afirmar que de maneira lenta e inexorável entramos numa era em que a doutrina apostólica, e a doutrina de Cristo foram maquiadas para poder se encaixar na nova ordem mundial. E os grandes maquiadores temos sido nós, os pentecostais.
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Extraído por Carlos Gasparotto.
Categoria: Gospel
Escrito por Carlos Gasparotto às 12h34
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NY Espera Obama com a Queda do Império

Sede do Citigroup em NY
Os termômetros marcam 8 abaixo de zero, a neve desce sobre a cidade, o vento cortante do inverno arranca os humanos das ruas. Nas bancas, nas capas de jornais e revistas, um rosto se multiplica: Barack Obama, o presidente dos Estados Unidos que toma posse na terça 20 de janeiro. Obama busca manter acesa a chama da esperança. Ele está nas bancas, nas televisões, cada usuário de computador que o desejar recebe suas mensagens diretas, olho no olho, no sábado partirá de trem da Filadélfia para a capital, vai incendiar corações e mentes das multidões pelo caminho, mas ainda ecoa a pergunta de Jamil Moussa: - ... vocês acham que o Obama vai nos salvar? Jamil, um dos 50 motoristas brasileiros da Sonictours Vans& Limo Express. No dia em que Jamil pergunta, mais um símbolo americano dobra os joelhos em Nova York. A Macy's Inc vai fechar 6 das suas lojas de departamento na região metropolitana, 14 por todo o país. Para fechar algumas de suas portas a Macy's terá que torrar US$ 65 milhões; direitos trabalhistas, dívidas etcetera. Meyron E. Ullman III, o C.E.O da Macy's, deixa o comando no final do mês. A cidade que sobreviveu ao 11 de Setembro e renasceu, neste inverno de 2009 vê e vive a queda de símbolos do capitalismo norte-americano. Jamil Moussa toma a Quennsborough Bridge, também conhecida como a ponte da 59. Às costas, em Long Island City, Queens, o imponente prédio de empresas do Citibank. À frente e à esquerda, já em Manhattan, a majestosa imagem do prédio do Citi na Lexington, entre 53 e 54. Jamil pragueja contra Bush e lamenta:
-...meu Deus, quem diria, até o Citi quebrou... Citibank, de sede erguida no final dos anos 70, início dos 80, tempos da largada para o financismo sem freios com Ronald Reagan e o yuppismo. Com seu desenho de telhado partido ao meio, queda em declive, o topo do prédio arquitetado pela Emery Roth e Filhos soa agora como o epitáfio de uma Era. Despojos repartidos em 4 partes, é o destino do Citi. Lamentos, lamúrias, perplexidade nas mesas dos cafés. Dos cafés que sobrevivem. Starbucks? Já há meses se espalha o fechamento de 600 casas, em Nova York e por todo o país. E Nova York nem está tão mal, a se levar em conta outras paragens nos Estados Unidos. É o 26º Estado no ranking do desemprego. Dos 50 estados - mais o Distrito Federal -, 13 tem um déficit financeiro de US$ 23 bilhões para o ano fiscal que se encerra em junho. Nova York e seu cinturão, Nova Jersey e Pensilvânia, têm juntas um buraco próximo dos US$ 10 bilhões; o fosso da Califórnia está estimado entre US$ 9,8 e US$ 14 bilhões. Cenário de 31 de dezembro último, quando o PIB conhecido ainda é o de 2007 - US$ 13,8 trilhões - e dívida interna pública chega a 60%: per capita a dívida é de US$ 37.316,00. Tempos duros. Tudo pode ser verdade, creem as multidões. Daily Kos é um site liberal. Nele, um certo Jerome Manis anuncia seu livro: "América, 100 milhões de vítimas". No anúncio, Jerome Manis amontoa: -...100 milhões largaram as escolas, 58 milhões têm distúrbios mentais, 47 milhões não têm seguro-saúde, 37 milhões moram em situação de pobreza... The Huffington Post, site-blog de grande audiência, informa: Queda também na Broadway. Nove espetáculos vão baixar as cortinas antes da hora. Mesmo com preços mais baixos, outros 4 shows saem de cena nos próximos dias. Obama acena com a esperança, mas a vida, dura vida, segue. Os Samaritanos de Nova York detectaram um aumento de 16% nas chamadas para o serviço de prevenção ao suicídio. Em Miami, só nesse ano, mais de 500 ligações; basicamente dos que perderam suas casas no lamaçal do sub-prime. Na cidade-símbolo do prazer aos olhos de boa parte do mundo, imagina-se que pelo menos um dos seus serviços ainda está rijo, de prontidão. Nem tanto assim, informam representantes da mais antiga profissão do mundo. Os relatos são de garotas que faturam US$ 1 mil por noite, pelo menos. Elas, estranhamente, dizem seguir a faturar. Mas informam que a posição mudou. Boa porção de clientes com muito dinheiro não está mais à procura de sexo. Eles querem palavras de apoio, conforto, elevar a moral, escapar da depressão. E assim muitas moças de Nova York estão mudando de profissão. Apresentam-se como terapeutas corporais, mestras de Yoga, discípulas de Buda...
Dez da manhã da quinta-feira 15 de janeiro de 2009. Nas rádios, internet, nas bancas, segue o bombardeio de informações sobre a posse de Barack Obama. No noticiário da TV, o hino nacional ao fundo: -...Deus Salve a América.
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Bob Fernandes Direto de Nova York (EUA)
(Extraído do site da BBC/Terra)
Escrito por Carlos Gasparotto às 12h32
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Brasil Livre de Forte Desaceleração Econômica
É como se o nosso país fosse abençoado por Deus.
Diante da grave crise econômica que se abateu sobre Wall Street e demais nações, somente o Brasil está cotado para sofrer menores tremores financeiros.
Quem diz isso é a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), conforme notícia divulgada nesta segunda-feira (12/01) em Paris. A organização prevê que o Brasil é o único dos 35 países analisados no novo Indicador Composto Avançado, que não deverá registrar forte desaceleração econômica nos próximos seis meses.
Dessa forma, as perspectivas econômicas para o Brasil continuam mais positivas do que para os países ricos e outras grandes economias emergentes, como a China, Índia e Rússia.
O Brasil é o único do grupo das 29 economias que integram a OCDE e os seis países não-membros da organização analisados neste último relatório que ultrapassa a barreira de 100 pontos, utilizada como referência para classificar o nível de atividade econômica dos países.
Nesse novo indicador, o Brasil totaliza 101,2 pontos, enquanto os demais 34 países estão abaixo dos 100 pontos. No relatório anterior, o Brasil registrava 102,3 pontos.
Segundo a metodologia para o cálculo do índice, os países que registrarem queda, mas mantiverem o indicador acima de 100 registram "leve desaceleração". Os que tiverem redução de atividade econômica e ficarem abaixo de 100 pontos recebem a classificação de "desaceleração", que pode ser caracterizada como forte em função do número de pontos perdidos.
Para calcular o Indicador Composto Avançado, a OCDE leva em conta vários indicadores econômicos de curto prazo ligados ao Produto Interno Bruto (PIB), como a produção industrial, por exemplo.
Diante desse quadro, devemos agradecer a Deus por estar sendo tão misericordioso para com nosso país, quando se sabe quantas injustiças são praticadas por aqui contra crianças, viúvas e aposentados, que são a menina dos olhos de Deus, conforme profetizou Isaías.
Por outro lado, acredito que Deus está julgando as nações ricas pela ausência de sensibilidade para com os países pobres, principalmente da África, pela escolha deliberada pelo armamentismo destrutivo de nossos dias, bem como quebrantando os poderosos, que colocam sua confiança em bens transitórios, esquecendo-se do seu criador.
Quem sabe o Senhor está abençoando o Brasil pela intensa atividade evangelística de nossas igrejas, pela intercessão do seu Espírito, que nos acolhe como filhos, abençoando de tabela nosso povo.
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Fonte: site da BBC Brasil, em artigo de Daniela Fernandes.
Categoria: Notícia
Escrito por Carlos Gasparotto às 20h20
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Quem São os Palestinos?
Chamados de filisteus, filistinos, palestineses, palestinos, quem são eles e de onde vieram?
O texto é grande, mas a pura verdade. Queridos leitores, peço a gentileza de perderem alguns minutos com as preciosas explicações da professora doutora Jane Bichmacher de Glasman, da UERJ.
Quem eram os filisteus?
Este é um convite para você me acompanhar num percurso histórico, etimológico, semântico: como surgiram os termos, qual sua interrelação e tentar começar a desfazer mal entendidos.
Em suma, numa expressão de "elevado teor acadêmico" procuremos entender que: "uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa".
Numa hipotética viagem no tempo, recuemos algumas centenas de anos para chegarmos aos filisteus. De acordo com o bom e velho Aurélio (1986, p.779), filisteu (sinônimo filistino e feminino filistéia) é um vocábulo originado do hebraico philishti, chegando à sua forma através do latim philistaeu, "povo não semita estabelecido no litoral palestinense desde o século XII a. E.C. e que, segundo a Bíblia, provinha de Creta".
Paul Johnson (1989), em sua ampla e polêmica "História dos Judeus", baseado em Dothan (1957) escreveu que os filisteus "formavam parte da raça mais predatória do final da Idade do Bronze, os chamados Povos do Mar, que destroçaram o que foi deixado da civilização minoana em Creta e chegaram perto de se apossar do Egito. Quando o grande faraó da décima dinastia, Ramsés III, os expulsou da área do Nilo, nas batalhas magnificamente descritas em Carnac, esses Pulesti se voltaram para o nordeste e se estabeleceram na costa que ainda traz seu nome, Palestina. As cinco grandes cidades que ali construíram, Ashquelon, Ashdod, Ekron, Gath e Gaza, não foram escavadas sistematicamente e ainda existe muita coisa a se aprender sobre sua cultura. Porém eram inquestionavelmente belicosos. Já possuíam armas de ferro. Eram organizados com grande disciplina sob uma aristocracia feudal-militar. Por volta de 1050 ª C., tendo exterminado os cananeus do litoral, iniciaram um movimento em grande escala contra as terras de colinas do interior, agora principalmente ocupadas por israelitas. Parece terem conquistado a maior parte de Judá, no sul, porém nada a leste do Jordão ou na Galiléia setentrional. A tribo de benjamim sofreu muito com eles e resistia a ponta de lança."
Intencionalmente comecei com fontes não judaica. O registro histórico judaico concorda e complementa. Para não cansá-lo citarei alguns textos curtos e significativos. Começando pelo verbete sintético e elucidativo da Enciclopédia Judaica (1967, p. 486):
"FILISTEUS. Povo do Mediterrâneo, aparentemente originário da Ásia Menor e de localidades gregas. Atingiram a Palestina em várias ondas. Um grupo chegou no período pré-patriarcal e estabeleceu-se ao sul de Beersheba, em Gerar, onde entrou em conflito com Abraão e Isaac. Outro grupo, vindo de Creta, depois de repelido do Egito por Ramsés III em 1194 a.E.C., apoderou-se da área litorânea do sul da Palestina, onde fundou cinco principados (Gaza, Ascalon, Ashdod. Ekron e Gath). Sendo, por natureza, um povo guerreiro, os filisteus dominaram algumas partes de Judá no período dos Juízes. Saul, a princípio, rechaçou-os, mas foi, por fim, derrotado. David, entretanto, pôs termo à era do domínio filisteu e aniquilou a Filístia. Quando foi dissolvido o reino israelita, os filisteus restabeleceram sua independência, mas, a partir de então, nunca mais tiveram papel influente. Nos períodos de hegemonia persa e grega, invasores estrangeiros - principalmente das ilhas do Mediterrâneo - destruíram os distritos filisteus. A partir do tempo de Heródoto, os gregos passaram a chamar de Palestina a faixa de terra ocupada pelos filisteus (Siria Palestina); e, no tempo de Adriano, os romanos deram esse nome oficialmente à antiga terra de Judá."
Em "História dos Judeus" de Izecksohn (1974), os filisteus recebem uma atenção específica no capítulo "Instalação na Terra Prometida" como segue:
"Mas novos fatos vieram mostrar aos israelitas que ao invés de continuarem desunidos e hostis entre si, deviam congregar-se, contra um inimigo mais poderoso que todos os anteriores, os filisteus. Eram estes descendentes dos chamados "povos do mar", cretenses e outros ilheus do mar Egeu, expulsos de seus territórios pelos gregos vindos do norte (dórios) e refugiados nas costas da Ásia Menor. Ali, depois de uma ou duas gerações de vida precária, resolveram atacar o Egito, terra famosa por suas riquezas e por sua fertilidade. Iniciaram a marcha por terra e mar, com inúmeros barcos. E pelo caminho iam saqueando e destruindo tudo o que encontravam. Algumas cidades, como Alalakh e Ugarith, desapareceram para sempre. Outras: Guebel (Biblos), Beris (Beiruth), Sidon e Tiro, foram-se recuperando aos poucos. Também arrasaram as cidades de Ashkelon e Gaza, habitadas por canaaneus. Mas foram detidos no Delta do Egito, onde o faraó Ramsés III fez entre eles uma matança espantosa, aprisionando grande parte dos sobreviventes, enquanto os restantes recuavam e se estabeleciam definitivamente em Gaza, Ashkelon, Gath, Ekron e Ashdot. Estes eram os filisteus. Mais ao norte outro grupo dos "povos do mar", o dos zakaritas, apossou-se de Dor.
Depois de refeitos e estabilizados nas cidades da costa canaaneia, os filisteus começaram a invadir o interior do país, subjugando com suas armas de ferro e suas couraças os canaaneus e os israelitas, estes das tribos de Judá, Benjamim e Dan. Obrigavam aos vencidos a pagar-lhes tributo, ao mesmo tempo que lhes proibiam usar qualquer instrumento de ferro."(p.)
Corroborando os dados e aprofundando-se no tema, encontramos no volume I da obra "Caminhos do Povo Judeu" o capítulo VII, que transcrevo a seguir:
"Todos os ataques sofridos pelos hebreus durante o período dos juízes perdem em importância, quando comparados à invasão dos filisteus no século XII a.C. Os filisteus, também chamados Povos do Mar, vieram da ilha de Creta, por volta de 1200 a.C. Quando os egípcios impediram que eles se fixassem na África, dirigiram-se para Knaan e conseguiram, sem dificuldade, estabelecer-se na planície costeira, em especial ao redor de Aza. A partir dessa base, no oeste do país, foram-se expandindo para o centro e para o norte até ameaçar todas as tribos hebraicas e dar o impulso decisivo para sua unificação.
Os filisteus tinham sobre os hebreus e knaanim a vantagem de conhecerem o ferro, enquanto seus vizinhos ainda estavam ria Idade do Bronze. Organizavam-se em cidades-estados, governadas por Seranim, de onde vem a palavra hebraica Seren (major) .Estas cidades-estados, das quais as principais eram Aza, Ashdod, Ashkelon, Gat e Ekron, uniram-se para a guerra contra os povos vizinhos; e, com suas armas de ferro, era-1hes fácil vencer seus inimigos. Os hebreus também adotaram instrumentos de ferro; mas era necessário comprá-los e afiá-los nas cidades filistéias. Dessa maneira, controlando o suprimento de matéria prima essencial, os filisteus foram aumentando seu domínio sobre os povos que já habitavam em Knaan.
Na época de Shimshon, as relações entre .os hebreus e os filisteus eram ainda semi-amistosas. Havia muito contato entre ambos os povos, como podemos ver pelas tradições sobre Shimshon: participavam uns das festas dos outros e houve também alguns casamentos mistos. Por outro lado, as lutas eram freqüentes e nelas se destacavam homens particularmente valentes, como Shimshon e, mais tarde, David e Goliat. A figura de Shimshon está cercada de muitas lendas, desde os acontecimentos estranhos que precederam seu nascimento até sua morte heróica no templo do deus Dagon. Você poderá ler essas histórias no livro dos Juízes, cap. 13 a 16.
Os filisteus expandiram-se primeiro para o centro do país. Após desalojarem a tribo de Dan do seu território, forçando-a a emigrar para o norte do país, prosseguiram para leste, dividindo assim o bloco de tribos do centro ( Efraim ) do bloco do sul ( Yehudá ). Avançaram também para o norte da faixa costeira, chegando até o Carmel e assim dominaram a rota das caravanas que, do Egito, passava por sua região ( Philislina-Palestina) e por Damasco, em direção à Mesopotâmia. Quando as lutas internas no centro do país, provocadas pela coroação de Avimelech, haviam enfraquecido os hebreus, os filisteus lhes impuseram uma derrota decisiva em AFEK. Desta forma, controlando a costa e a região montanhosa do centro de Knaan, os filisteus chegaram a ser o povo mais importante do país durante a maior parte do século XI a.C. ( 1100 a 1000 a.C. ) .Foi nessa situação que o povo, na época dirigido por Shmuel, começou a pensar seriamente na possibilidade de união mais forte das várias tribos.
Palestina
A Bíblia chama Israel de Canaã. Como ficou sendo chamada Palestina?
Voltando a citar Izecksohn, encontramos uns dado muito interessante, que complementa a visão sintática da Enciclopédia Judaica:
"No ano 334 a.E.A. Alexandre Magno, rei da Macedônia e chefe supremo dos gregos, invadiu o império persa através do Helesponto (Dardanelos). Junto ao Grânico infligiu uma derrota decisiva ao exército persa da Ásia Menor e se apoderou de toda a região. No ano seguinte, em Isso, norte da Síria, esmagou totalmente o grande exército persa, comandado pelo próprio rei Dario III, que fugiu abandonando tudo, inclusive sua família, aprisionada pelo vencedor.
A seguir, Alexandre dirigiu-se ao sul, a caminho do Egito, onde esperava reorganizar e reforçar seu exército para a arrancada definitiva contra o coração do império. Marchou pela costa, acompanhado de uma frota de cem navios. Mas sua marcha foi retardada por dois obstáculos. Tiro e Gaza. A primeira resistiu em sua ilha durante sete meses, só sendo conquistada depois que Alexandre terminou a construção de um enorme dique, que a transformou em península, como é até hoje. Gaza também sofreu um sítio de dois meses.
Sabe-se que durante sua luta contra essa última cidade, em 332 a. E.A., Alexandre foi visitado por uma delegação de ierusalemitas, chefiada pelo Sumo Sacerdote, que lhe prestou homenagem e obteve dele a concessão de que a cidade não fosse tocada, ao contrário do que aconteceu com Samária, obrigada a receber tropas. Pessoalmente ele só tinha estado em contato com os povos da costa, os filisteus, e por isso deu a toda aquela região o nome de Palestina.
Ou seja: chamar Israel (Canaã) de Palestina de certa forma equivale ao Brasil (Pindorama) quando foi chamado de Ilha de Vera Cruz ... A diferença é que o nome Palestina permaneceu!
Palestinenses e Palestinos
Durante os séculos de conquista e domínios sucessivos por diferentes impérios, mantendo a denominação genérica, embora com distintos nomes para as divisões administrativas regionais (Somária, Judéia, etc...), a priori, os nativos do país eram todos palestinos - ou palestinenses, para conferir um aspecto formal de gentilico em contraste com israelenses.
Independente de origem, religião ou raça. Até a criação do Estado de Israel, em 1948, todos que lá moravam eram palestinos.
Dando um salto no tempo, em 1517 o país foi conquistado pelos turcos, para os quais representava uma província remota e sem importancia, considerada pouco mais que uma fonte de renda. aPós a Primeira Guerra Mundial, com as campanhas britanicas de 1917-1918, ocorreu o término do governo turco e a Liga das Nações confiou a administração à Inglaterra, iniciando o período do Mandato Britanico, que levou a problematica da região às Naçoes Unidas, em novembro de 1947, decidindo-se que a área seria dividida em três: um país arabe, um judeu e os lugares santos - área internacional. Foi quando começou a questão palestina...
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Fonte: site Balagan, de Renata Malkes
Escrito por Carlos Gasparotto às 12h13
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9 Brasileiros Vítimas do Islã Terrorista
Escrito por Marx Golgher
No Brasil, uma das maiores façanhas da propaganda islamo-esquerdista, uma mixórdia ideológica de materialismo marxista-leninista com fundamentalismo dogmático sectário intolerante do Islã radical articulada internacionalmente para acabar com dos mais infiéis Estados do mundo, Israel, consistiu em escamotear da opinião pública a chacina de brasileiros em atentados terroristas perpetrados em nome de Alá e seu Profeta Maomé, e da luta "contra o imperialismo americano".
A realidade da relação do Brasil com o Islã terrorista é mais bem trágica do que se imagina no país. Embora não tenha nada com a questão palestina, gabando-se ao contrário de ser um pais muito amigo do mundo árabe muçulmano, tendo patrocinado até conferencias internacionais, cujas conclusões foram de forte condenação de Israel, nem assim o terror de Ala e seu Profeta poupou a infidelidade dos brasileiros cristãos a Alá e seu Profeta Maomé.
Eis a relação de brasileiros exterminados neste mundo afora na Guerra-Santa-Jihad contra os "infiéis":-
1- João Jose de Vasconcelos Junior, engenheiro, trabalhava na construção de termoelétrica por empresa brasileira, quando foi seqüestrado e assassinado no Iraque, em 19 de janeiro de 2005, por clones do Hamas no Iraque, Brigadas Mujahidin, Exército de Ansar al Sunha; a família de Minas Gerais foi torturada durante 2 anos sem saber paradeiro;
2- Anne Marie Sallerin Ferreira,
3- Ivan Fairsbanks Barbosa,
4- Sandra Fajardo Smiths e
5- Nilton Albuquerque, trabalhavam pacificamente na World Center, Nova Iorque, em 9/11/ 2oo1, quando foram cruelmente trucidados no desabamento da torre norte causado por avião-bomba-Al-Queda;
6- Sergio Santos da Silva, pedreiro, vitima do massacre de Madrid-11/março/2004, por bomba de Alá e seu Profeta, quando voltava de trabalho em trem urbano, junto a 200 outros operários.
7- Sargento Marco Antonio Farias, chacinado em 12 outubro de 2002 em Bali, pelo grupo terrorista islamita chefiado por Amrozi, Ghufron, e Imã Samudra. Amrozi é membro da Jemaah Islamiyah com ligações com Al-Qaeda:- perpetraram o atentado para a criação do Califado no Sudeste da Ásia. Condenados à morte, extremistas islamitas fizeram violentas manifestações em Jacarta, protestando contra a execução dos terroristas. São os mesmos que estão a protestar contra o ataque de Israel ao Hamas... O brasileiro foi chacinado pela bomba de Alá e seu Profeta, quando gozava férias da Força de Paz da ONU no Timor Leste em missão de proteção à população cristã, vitima de genocídio- 250 mil homens, mulheres e crianças, durante a ocupação da região pela Indonésia Islâmica.
9- Sergio Vieira de Mello, um dos mais brilhantes diplomatas das Nações Unidas. Morreu em um atentado terrorista à sede local da ONU em Bagdad, juntamente com outros 21 membros de sua equipe. Bagdá, 19 de Agosto de 2003, quando tratava de direitos humanos do povo iraquiano. Já fora condenado à morte pelo Islã por ter ajudado de modo decisivo a independência do Timor Leste das mãos da Indonésia islamita. Ironicamente, nem seus notáveis esforços para proteger a vida de muçulmanos em Kosovo, o pouparia da sentença de morte por ter afrontado a vontade de Alá e seu Profeta.
Que mal fizeram estes brasileiros aos palestinos, aos árabes, aos muçulmanos por merecem a sentença de morte tão cruel ? Obviamente nenhum, mas aos olhos destes fanáticos todos eram "infiéis" cristãos, inimigos fadados a serem indiscriminadamente exterminados na Guerra Santa- Jihad, para a implantação do Islã universal. Ser martir da Jihad é missão mais sagrada do fiel submetido ao Corão, à Sharia e aos ensinamentos do Profeta.
É exatamente isso, que o grupo islamita do Hamas almeja fazer: acabar de vez com o Estado de Israel e seus infidelissimos judeus, com todo o apoio do Hizbola e Irã xiita, tal como fizeram com os brasileiros cristãos. Ocorre que, o Estado judeu teve, e tem um exercito para se defender, ao passo que o Brasil....
Escrito por Carlos Gasparotto às 11h50
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